O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.
A história se passa em 2130, no que antes era o ocidente dos EUA, que agora estão divididos em duas nações: a República e as Colônias. Não se sabe o que exatamente levou a essa mudança, sabe-se apenas que houve desastres naturais no passado. O funcionamento da sociedade não é diretamente explorado, mas é assim que Legend funciona: conhecendo os protagonistas, conhecemos a sociedade.
Dois personagens se revezam a cada capítulo para contar, a partir de seu ponto de vista, a história de Legend: Day Wing e June Iparis. Marie Lu conseguiu criar dois protagonistas tão humanos (no sentido intrínseco da palavra) que você tem que reconhecer os ideais, mesmo que contrários ao correto, a que ambos vez ou outra se agarram. Enquanto Day é o povão, June é a República. Day se tornou facilmente um dos meus personagens preferidos da literatura: o cara é simples, decidido, sabe se impôr e comanda! Já June, inicialmente, teve todo o meu ódio. Sei que ela tem como base os conceitos que a República lhe passou durante toda sua vida e foi nisso que ela sempre acreditou, mas não dá para gostar dela quando, por exemplo, ela não percebe que seus atos vão levar à morte de uma pessoa próxima a Day!
Entretanto, como June é a personagem influenciada pelo governo, é nela que vemos as maiores transformações internas entre todos os personagens. Aos poucos e a partir das investigações em que ela decide se envolver, June vê que muito do que ela acreditava ser bom ou correto é na verdade apenas bom ou correto de acordo com as necessidades do governo da República, que é um grande filho da mãe. Além de manter uma política rigorosa contra as Colônias e os Patriotas, impõe uma divisão social baseada nas Provações (tradução livre para “Trials”), para as quais as crianças da República se preparam até os dez anos de idade e, caso sejam aprovadas, podem ter um futuro promissor nas melhores universidades da nação; caso reprovem, não terão absolutamente nenhuma perspectiva de vida.
Além de Day e June, somos apresentados a diversos outros personagens, como a inocente Tess, o maria-vai-com-o-governo Thomas, a comandante Jameson, os irmãos John e Eden… Este primeiro livro da trilogia Legend não tem um extenso número de personagens, o que é um ponto positivo, já que assim sobram mais páginas para conhecermos e adorarmos e odiarmos e torcemos e mandar para a ponte que caiu todas essas pessoas.
Legend tem um ritmo veloz e até mesmo os capítulos em que nada acontece deixam o leitor sedento pela próxima página. Em diversas ocasiões, Marie Lu escreveu cenas que eu não consegui digerir, o que me lembrou o que Suzanne Collins fez com dois personagens em Mockingjay. São momentos que pegam você de surpresa, são rápidos e você não consegue acreditar no que acabou de acontecer! Não fiquei revoltado com a Marie como muita gente ficou com a Suzanne (nem com esta eu fiquei revoltado), mas ainda me pergunto: por que você fez isso, Marie Lu?!
Avaliação de Ouro
Bem Tributos essa foi a Resenha desta semana, espero que tenham gostado. Fiquem ligados nesta nova Trilogia que tem tudo para conquistar os fãs de Jogos Vorazes. Se você tem alguma dica de resenha para Colheita Semanal é só mandar para o e-mail gerente@jogosvorazes.net. Até a próxima!
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3 Comentários neste post!
nossa é a historia mais original de todas, nem copiou Jogos Vorazes
boa história.........
mano a historia é igual Jogos Vorazes, plagio
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